O desafio do calar

 

Eu não sei vocês, mas todos os dias eu enfrento uma luta a respeito das minhas prioridades. Quero colocar Deus em primeiro lugar em tudo, mas ao longo do dia logo me disperso e em algumas situações acabo agindo como quero ou falando o que penso e quando percebo fui vencida pelas minhas emoções e não agi como Jesus agiria. Ao final do dia isso me entristece, então chega o novo amanhã e eu tento novamente.

Agir como Jesus é um desafio muito grande, principalmente no quesito falar. Falamos demais porque temos a necessidade de expressas nossas opiniões mesmo que sejam infrutíferas. Muitas vezes as nossas brincadeiras entre amigos tomam contornos que Ele jamais tomaria. Pesamos no criticar e aliviamos no elogiar. Bom seria que pensássemos em Jesus todas as vezes que abrimos a nossa boca pra falar qualquer coisa, certamente a fecharíamos antes mesmo de pronunciar qualquer palavra.

Todos os dias quando acordo eu coloco isso como uma meta pra mim, e por mais que eu não conclua com o êxito que gostaria, o tentar já é um começo do aprendizado. É muito importante que todos os dias façamos uma autoanálise para descobrirmos nossas maiores dificuldades e reconhecermos os nossos erros, pois este é o primeiro grande passo da mudança, afinal de contas, se devemos parecer com Cristo, PRECISAMOS mudar! E a única certeza que temos nessa vida é de que devemos melhorar todos os dias.

Estou escrevendo aqui uma coisa que estou buscando aprender diariamente. Confesso que já passei por várias situações em que falei demais no sentido de defender um ponto de vista, ou por acreditar numa causa ou em alguém, cheguei a colocar o meu caráter em questão por verdades que eu preferia nunca ter sido ouvinte, foi aí que eu aprendi que devemos ter muito cuidado também no ouvir, pois se for algo muito sério, você será cobrado por aquilo que escutou e mesmo que não queira terá que se posicionar a respeito. Isso é muito delicado, pois ou você é destemido e enfrenta o que tiver de enfrentar, mesmo que sejam pessoas que você ama, ou simplesmente é omisso e encara o peso da sua consciência.

Eu particularmente prefiro estar em paz com Deus.

Após essa experiência eu decidi não mais falar, nem ouvir, e adotei o hábito do silêncio total onde eu só proferia a seguinte frase: não tenho nada pra falar. Foi um momento bastante introspectivo onde eu pude analisar muita coisa. Encarei algumas verdades e senti algumas tristezas bem profundas, pois batalha vencida não é batalha intacta. Ninguém vence nada se não colocar a cara e não correr riscos. Se você quer se manter intacto ok, não lute, mas também não critique quem luta; eles estão lá enfrentando verdades enquanto você está na “zona de conforto” da covardia.

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Agora vou me referir aos soldados corajosos: Em toda batalha haverá feridos e até mortes, nunca sairemos totalmente ilesos, se não formos atingidos diretamente, alguém da nossa tropa será, e é impossível ficarmos indiferentes a isso, e por mais que lutemos por uma causa válida, ninguém sai ganhando, pois, qualquer cenário de guerra é devastador. Contudo, devemos estar posicionados e preparados para enfrentar batalhas todos os dias.

Estou contextualizando pra trazer clareza ao nosso entendimento. Diariamente travamos guerras emocionais, espirituais e até físicas, pois lutar contra nós mesmos e nossas limitações não é fácil. Algumas vezes a morte torna-se necessária: matar as nossas vontades; em outras situações ela simplesmente acontece: quando morre a confiança e com ela alguns relacionamentos. Quero escrever mais a esse respeito falando de outros pontos de batalhas específicos da nossa vida, quais sejam: O pensar, o agir, o reagir e tantos outros. Irei trazendo essas reflexões à medida que o Senhor for me tratando em cada área.

É certo que toda experiência torna-se válida se você aprender com ela. A nossa vida é literalmente uma escola onde todos são alunos e todos são professores. Somos alunos no quesito aprender e somos professores no exemplo a ser dado. O nosso mestre é o Senhor Jesus, o nosso espelho, e todos temos o dever de segui-lo e ser como Ele.

A maior lição que tenho adquirido a respeito do calar é que devo ser prudente no falar, cautelosa no ouvir, não participar de conversas infrutíferas, e sempre pensar no que Jesus faria ou diria naquele momento.

Por falar nisso, o aplicativo da Bíblia que eu uso tem vários planos de estudos bem legais e um deles o tema é: “Amar como Deus nos ama, servir como Jesus serviu” (Link do App)

Será que estamos buscando amar como Jesus ama? E servir como Ele?

Eu vou ser sincera, ainda tenho muito a aprender.

Esse texto é uma autorreflexão para que possamos tentar, buscar e melhorar a cada dia.

Eu sei o quanto eu preciso fazer isso, e você?

Que tal começarmos lendo o Salmos 101 e praticando? Também não deixa de meditar no Salmos 15. São princípios fundamentais para a nossa vida!

Que o Senhor abençoe!

por Lela

 

 

 

 

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Um pensamento sobre “O desafio do calar

  1. É verdade, existe um grande poder nas nossas palavras e guerras que passamos todos os dias.
    Eu enfrento isso a bastante tempo, pois as é muito difícil saber se devo falar ou ficar calada, e como não bastasse corremos o risco de ser omissos.
    Muito bom o texto, e edificante.

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