“O PNEUMA (VENTO, ESPÍRITO) SOPRA ONDE QUER”.

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O ano de 2014 foi repleto de surpresas. Sei que já estamos no final de 2015, mas eu não consigo me desgrudar de 2014. Vez após vez, eu me esforço para entender os acontecimentos daquele ano. Eu iniciei o ano com muitas expectativas santas. Afinal, eu faria 40 anos! E quarenta é um número bíblico muito significativo. O número quarenta fala de tempo de preparo, de conclusão de etapas e de início de tempos novos. Assim, cheio de motivações santas, por causa dos meus 40 anos, eu decidi fazer um jejum de 40 dias somente com água.

As minhas orações durante aquele período tinham o foco no avivamento. Eu orei por avivamento na minha vida, na igreja e no Brasil. Ansiava por um poderoso derramamento do Espírito que viesse a sacudir a nação, culminando com milhões de conversões genuínas e igrejas lotadas. Eu era encorajado pelos relatos dos avivamentos nos tempos de João Wesley em que milhares de pessoas se voltaram para Jesus e a Inglaterra experimentou transformação em todas as esferas: social, política e econômica. (Se a Inglaterra alcançou prosperidade e se transformou em uma nação poderosa e influente, isso se deve aos avivamentos do século XVIII)! Aquelas histórias e testemunhos aqueciam o meu coração e me encorajavam a orar com mais fervor em favor do Brasil.

Orei intensa e incessantemente. Li todos os livros da Bíblia e me debrucei, em especial, sobre o livro de Atos. Ah, como levantei as minhas súplicas diante de Deus. Vários pastores, encorajados pela minha decisão, decidiram jejuar também. Era tão engraçado ver os pastores com as roupas grandes! A medida que jejuavam, emagreciam e as roupas ficavam folgadas! Aquele foi um momento de bastante entrega e profunda consagração ao Senhor.

Contudo, o avivamento não veio da maneira que eu esperava… Não vi os céus rasgados e nem as multidões se converterem a Jesus. Não ouvi sobre as transformações na sociedade, na política e na economia. Não percebi, nem mesmo, mais ardor e intensidade nas minhas pregações e ministério. Pelo contrário, percebi que as lutas e as batalhas haviam se avolumado.

Eu me lembro de algumas conversas que tive com um dos pastores da Lagoinha nesse sentido. Falei-lhe que, se soubesse que as batalhas aumentariam depois do jejum, eu não teria jejuado. Até então, eu vivenciava diversas batalhas no meu dia a dia, mas a minha vida estava tranquila. De repente, parecia que o meu “mundo estava sendo virado de cabeça para baixo”.

Ao invés de continuar exercendo o meu chamado exclusivamente na igreja local, como fazia antes, comecei a ser enviado para as nações. Ao invés de continuar implementando os projetos da igreja local, como fazia há 3 anos e meio, vi que os projetos começavam a ser desconstruídos. Ao invés de ver o planejamento estratégico de cinco anos sendo efetivado, vi o planejamento estratégico sendo descartado. Deus começou a mexer no meu mundo e a mudar tudo à minha volta. Uma das minhas leituras daquele momento foi a de que Deus estava desconstruindo tudo o que havia sido construído.

Hoje, 1 ano e meio depois daquela experiência, eu estou vivendo um novo começo. (Realmente, os meus 40 anos e 40 dias significaram conclusão de etapas e início de tempos novos!). Hoje, tornei-me responsável pela direção do Diante do Trono, moro com a minha família em Dallas, participo mais ativamente do chamado de Deus para a vida da Ana, leio sobre os primeiros séculos da história da igreja e me preparo para o cumprir uma outra parte do chamado de Deus em minha vida.

Se você me perguntar porque razão Deus fez tudo isso acontecer, a minha única resposta é: “O espírito sopra onde quer”. O Espírito de Deus não está sujeito a nós e não faz aquilo que lhe demandamos fazer. O Espírito de Deus é livre. E o mais impressionante nisso tudo é que “ninguém sabe de onde ele vem e nem para onde ele vai”, nem mesmo depois de 40 anos de vida ou 40 dias de jejum.

Repostado por Gustavo Bessa.

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