A máscara da religião

20071216124703mascaras-dinamicaHá uma grande probabilidade de você já ter parado para imaginar o quão grandioso é o fato de Deus ter estado entre nós em um determinado momento da história na forma de ser humano.

Quão maravilhoso deve ter sido presenciar a vida de Jesus de perto, Aquele a quem a bíblia nomeia de verbo de Deus, o qual por intermédio Dele tudo fora criado, ou seja, ter contato direto com o Criador de tudo que existe. Mas sabe uma coisa que talvez você não tenha parado para pensar? Qual assunto que Jesus mais enfatizou enquanto esteve exercendo seu ministério terreno?

Os evangelhos narram que talvez o ponto mais abordado pelo Senhor aqui na Terra foi o religiosismo que imperava entre os judeus, povo de Deus da antiga aliança. Sem dúvidas temos que atentar para esse assunto, pois se ele não fosse importante, não teria Jesus investido tanto tempo para combatê-lo. A missão central de Jesus e o maior desejo de Deus é religar o homem ao Senhor.

O Mestre veio para fazer Dele mesmo a ponte que nos une com Deus e nos permite nos relacionarmos com o Criador, sendo essa desde o princípio a vontade Dele para as nossas vidas. Sabendo essa verdade fica fácil entender porque Jesus bateu tanto na tecla dos perigos da religiosidade, já que é justamente a religião (conjunto de regras humanas, padrões de comportamento, tradições, etc.) que preenche em nosso ser o espaço da comunhão sincera com Deus e que impede o homem de desfrutar da salvação.

O assunto é vasto e não quero aqui esgotá-lo, mas apenas despertar a vigilância para não nos desviarmos da essência do amor de Deus, sem sequer percebermos, sendo induzidos pelos falsos atalhos que a religião oferece, mas que na verdade não nos leva ao excelente caminho da  graça de Deus.

Jesus nos deu o melhor resumo do assunto em Mateus cap. 23: “Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem; Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com seu dedo querem movê-los; “E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes, E amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas, E as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens; Rabi, Rabi”.

  Mateus 23:3-7: 13″ Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que fechais aos homens o reino dos céus; e nem vós entrais nem deixais entrar aos que estão entrando. Os judeus estavam bastante presos nessa área, mas não é difícil achar pessoas na igreja se deixando levar por esse mesmo enganoso caminho: Vivendo de aparências; se preocupar muito mais na imagem que quer passar do que realmente aquilo que nós somos; substituir a justificação pela fé na graça incondicional de Deus pela justiça própria que provém de obras não fundamentadas em Deus; o apego à carreira ministerial e as glórias que ela proporciona em detrimento da comunhão diária e intima com o Espírito Santo”.

Não devemos aceitar os atalhos cômodos que a religião proporciona e que a nossa alma não renovada prefere seguir. A comunhão com o Espírito Santo é insubstituível e somente assim é possível receber a revelação genuína que está por trás da letra e que edifica o nosso espírito nos levando a andar na unção de Deus, manifestando o seu Poder. Convém ainda deixar nessa mensagem um testemunho pessoal de Paulo, que assim como Jesus, se preocupou em não deixar que a falsa religiosidade deste século penetrasse na igreja de Jesus e nos fizesse separar de uma vida sincera no Espirito.

“Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo, E seja achado nele, NÃO TENDO A MINHA JUSTIÇA QUE VEM DA LEI, MAS A QUE VEM PELA FÉ EM CRISTO, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé”Filipenses 3:4-9

Por Renan Bezerra – Convidado do blog(Igreja Palavra que Cura).

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